Lubrificantes e aditivos de má qualidade comprometem a vida útil do seu veículo

dono de carro com problemas no motor após utilizar um lubrificante e aditivo de má qualidade

Possuir um veículo exige cuidados constantes, como visitas ao mecânico, revisões e manutenções periódicas. Para reduzir o desgaste natural do motor, muitos motoristas recorrem ao uso de aditivos e lubrificantes. Ainda assim, é comum surgirem dúvidas sobre qual produto escolher, como utilizá-lo corretamente e se ele realmente é necessário.

Segundo Arley Silva, Gerente de Engenharia da Promax Bardahl, marca especializada no desenvolvimento de aditivos e lubrificantes, a qualidade desses produtos está diretamente ligada à capacidade de resolver, na prática, as necessidades dos motores e sistemas dos veículos.

“Qualidade, para nós, significa entregar proteção e desempenho confiáveis, com produtos desenvolvidos de acordo com a necessidade real dos veículos dos consumidores, simulando condições do dia a dia que confirmam o desempenho dos produtos”, explica.

Usar um lubrificante ou aditivo de má qualidade pode trazer prejuízos sérios para o motor, mesmo que isso não apareça de imediato.

“Na prática, produtos de baixa qualidade não formam a película de proteção adequada, fazendo com que o motor trabalhe com mais atrito e aumente o desgaste; além disso, podem gerar acúmulo de resíduos e aumento do consumo de combustível”, esclarece Arley.

Como funcionam os testes de qualidade

Para que a qualidade seja garantida, o cuidado começa ainda nas primeiras etapas do desenvolvimento, com a seleção de fornecedores internacionais e o uso de matérias-primas certificadas. Os testes têm início antes mesmo da produção em larga escala e seguem durante toda a fabricação.

Na etapa produtiva, o controle é feito lote a lote, com análises laboratoriais que avaliam a composição química, a estabilidade e outros parâmetros técnicos essenciais. Além disso, os produtos passam por testes, simulando situações reais de uso, como variações de temperatura, pressão e desgaste, garantindo que o desempenho observado em laboratório se repita no dia a dia.

Todo esse processo segue normas técnicas nacionais e internacionais, como SAE, API, ACEA, DIN, especificações de fabricantes (OEMs) e ABNT NBR, além de certificações ISO que reforçam o compromisso com a qualidade.

Aperfeiçoamento contínuo

Mesmo depois de chegarem ao mercado, os produtos continuam sendo monitorados.

“Realizamos análises constantes dos lotes em circulação para garantir que o desempenho se mantenha dentro dos padrões esperados”, destaca Arley.

Caso seja identificada qualquer não conformidade, são seguidos protocolos rigorosos, que incluem investigação da causa, correções necessárias, recall, quando aplicável, e suporte completo ao consumidor.

Produtos destinados a aplicações mais severas, como lubrificantes de alta performance, passam por testes ainda mais rigorosos, justamente por serem utilizados em condições extremas, garantindo que os produtos sejam seguros e não apresentem risco aos clientes.

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